
Ontem tive o prazer de mostrar à minha querida amiga Nadine uma das genuínas belezas deste meu Portugal. Pedi-lhe para não contar a ninguém a forma de lá chegar porque é ( e eu gostava que continuasse a ser até eu morrer) um dos sítios mais inacessíveis (e também por isso ainda mais belo) de que há memória! A única coisa que posso desvendar é que fica em Alvarenga, aldeia do douro litoral português onde se comem suculentos e apetitosos bifes de vaca regados com molho secreto mas distinto. É este molho que torna o bife especial. De seguida ainda lhe mostrei 3 ou 4 sítios de interesse mundial (ao nível de Angkor Wat...) com vistas soberbas sobre colinas e montanhas escarpadas. Tudo ficou registado em fotografia. Pelo meio, ainda tive oportunidade de lhe dar a provar a especialidade de nossa casa, um vinho cujas uvas foram pisadas em Novembro por estes esbeltos pés que Casimiro e Ilsa trouxeram ao mundo e que está pronto a engarrafar e que, surpreendentemente, levou Nadine ao êxtase, loucura até, ao ponto de ela o considerar melhor que o ancião/vilão Vinho do Porto...
Após uma noite passada em Alvarenga (enregelados, diga-se)acordámos com uma manhã que nos banhou com um sol radioso! Tomámos um pequeno almoço de pão com doce de abóbora e milho e leite e a seguir a Nadine ajudou-me a colher os galhos das videiras que restaram da poda feita estes dias (para os leigos, estes galhos têm o nome do país da Nadine, frança) após o que seguimos para o Porto.
Por esta bela capital do norte português nos passeámos. Depois de uma breve descida pelo funicular, alcançámos o rio Douro onde tentámos uma visita às caves do famoso vinho do Porto (o tal que é pior que o rançoso vinho de Alvarenga...) mas já fomos tarde...Tentaremos novamente quando a Nadine regressar de Lisboa. Depois de uma prova de vinho açoriano e alentejano, ainda parámos uma horita no Clube Literário do Porto onde a minha amiga teve oportunidade de assistir a um dos mais tocantes e brilhantes concertos de música clássica (e portuguesa) interpretados pelo magistral Miguel Milheiro (virtuoso pianista de reconhecidos créditos...). Seguimos para um jantar numa casa típica portuguesa (comida sem sal e ficámos com fome) e terminámos a noite num "típico" bar marroquino no seio do Porto onde uma miúda sem anca e com excesso de peso se esforçava para entreter os clientes com uma dança do ventre. Por mim, posso dizer que, por causa dela, o kebab de frango que comi me deu indigestão.
Hoje terminamos o nosso périplo com um almoço à beira-mar, aqui em Espinho.
Com a esperança de não ter defraudado expectativas, envio a minha amiga Nadine para a nossa capital onde temo que o meu amigo e companheiro Chanatas não dê conta do recado (não por causa dele, mestre na arte de bem receber e humano interessantíssimo, mas porque vive numa cidade onde a genuinidade já era e sem beleza comparável a este norte virtuoso...).
Estou pronto, agora, para receber gentis perfumes com traços cambodjanos!
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