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Nadoch

Niouzes de la villa dimanches, de ses habitants, de ses visiteurs. Totalement narcissique.

Uma das sete maravilhas de Portugal

Publié le 24 Mars 2007 par Miguel in Voyages au Portugal

Ontem tive o prazer de mostrar à minha querida amiga Nadine uma das genuínas belezas deste meu Portugal. Pedi-lhe para não contar a ninguém a forma de lá chegar porque é ( e eu gostava que continuasse a ser até eu morrer) um dos sítios mais inacessíveis (e também por isso ainda mais belo) de que há memória! A única coisa que posso desvendar é que fica em Alvarenga, aldeia do douro litoral português onde se comem suculentos e apetitosos bifes de vaca regados com molho secreto mas distinto. É este molho que torna o bife especial. De seguida ainda lhe mostrei 3 ou 4 sítios de interesse mundial (ao nível de Angkor Wat...) com vistas soberbas sobre colinas e montanhas escarpadas. Tudo ficou registado em fotografia. Pelo meio, ainda tive oportunidade de lhe dar a provar a especialidade de nossa casa, um vinho cujas uvas foram pisadas em Novembro por estes esbeltos pés que Casimiro e Ilsa trouxeram ao mundo e que está pronto a engarrafar e que, surpreendentemente, levou Nadine ao êxtase, loucura até, ao ponto de ela o considerar melhor que o ancião/vilão Vinho do Porto...

Após uma noite passada em Alvarenga (enregelados, diga-se)acordámos com uma manhã que nos banhou com um sol radioso! Tomámos um pequeno almoço de pão com doce de abóbora e milho e leite e a seguir a Nadine ajudou-me a colher os galhos das videiras que restaram da poda feita estes dias (para os leigos, estes galhos têm o nome do país da Nadine, frança) após o que seguimos para o Porto.

Por esta bela capital do norte português nos passeámos. Depois de uma breve descida pelo funicular, alcançámos o rio Douro onde tentámos uma visita às caves do famoso vinho do Porto (o tal que é pior que o rançoso vinho de Alvarenga...) mas já fomos tarde...Tentaremos novamente quando a Nadine regressar de Lisboa. Depois de uma prova de vinho açoriano e alentejano, ainda parámos uma horita no Clube Literário do Porto onde a minha amiga teve oportunidade de assistir a um dos mais tocantes e brilhantes concertos de música clássica (e portuguesa) interpretados pelo magistral Miguel Milheiro (virtuoso pianista de reconhecidos créditos...). Seguimos para um jantar numa casa típica portuguesa (comida sem sal e ficámos com fome) e terminámos a noite num "típico" bar marroquino no seio do Porto onde uma miúda sem anca e com excesso de peso se esforçava para entreter os clientes com uma dança do ventre. Por mim, posso dizer que, por causa dela, o kebab de frango que comi me deu indigestão.

Hoje terminamos o nosso périplo com um almoço à beira-mar, aqui em Espinho.

Com a esperança de não ter defraudado expectativas, envio a minha amiga Nadine para a nossa capital onde temo que o meu amigo e companheiro Chanatas não dê conta do recado (não por causa dele, mestre na arte de bem receber e humano interessantíssimo, mas porque vive numa cidade onde a genuinidade já era e sem beleza comparável a este norte virtuoso...).

Estou pronto, agora, para receber gentis perfumes com traços cambodjanos!

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